Alfrêdo Oliveira Silva
Durante o mês de agosto o mundo voltará seus olhos para a República Popular da China, e em especial para Beijing (Pequim) cidade sede das olimpíadas de 2008. Atletas, torcedores, jornalistas, turistas e pessoas vindas dos quatro cantos do mundo, chegarão à capital que conta com mais de 17 milhões de habitantes , mais que o dobro de habitantes de todo o Estado de Pernambuco .
O que será visto por milhares de pessoas ao redor do mundo, não serão as belezas naturais de um país continente; os altos índices da economia que mais cresce nos últimos trinta anos; nem as riquezas de uma cultura milenar retratadas na grande muralha, na praça da paz celestial, na cidade proibida, no Templo do Céu, ou qualquer outra atração do ex-Império Celeste. O mundo olhará para os atletas olímpicos.
As atenções estarão voltadas para pessoas do mundo inteiro que competirão em busca de medalhas de ouro, prata e bronze, em várias modalidades. Cada um representando seu país e tentando superar-se, e aos outros competidores. O espírito olímpico está na alma ocidental que compete e estimula a competitividade. A prática de esportes é prazerosa, saudável e recomendável, mas a competitividade selvagem do dia-a-dia não.
Embora as olimpíadas se apresentem como um evento de congraçamento entre nações, o espírito que predomina é o da competitividade – que vença o melhor – e não o da fraternidade, ideal proposto pelo Cristianismo. Nas olimpíadas os melhores, e com melhores condições de preparo, vencerão e serão recompensados. Nem todos ganharão medalhas, mas todos perseguirão a glória olímpica.
Para o Cristianismo, os valores são outros. Mais importante que a competição e a vitória, é o exercício da cooperação e da ajuda mútua, o exercício da fraternidade. Cristãos são irmãos, e irmãs, e devem ser vistos como colaboradores e não competidores, o Espírito que nos impulsiona é fraterno. Nada contra o evento olimpíadas que ocorre a cada quatro anos, tudo a favor de uma vida fraterna e cooperadora vinte e quatro horas por dia, doze meses por ano.
Ao olhar e torcer pelos atletas, devemos ter em mente que na vida somos companheiros de jornada e estamos no mesmo time, e como cristãos representamos o mesmo Reino, o Reino de Deus.
Mas, há outra coisa a ser observada durante as olimpíadas, e que certamente não ocupará o centro dos noticiários. Trata-se da igreja cristã chinesa. A China tem uma das igrejas mais crescentes e vigorosas do mundo, embora sofra perseguições . Os cristãos perseguidos, aqueles que, em sua maioria, não estão nas igrejas registradas, devem ser lembrados. Pastores presos, locais de culto atacados, multas e confiscos de Bíblias, são algumas das restrições sofridas por estes nossos irmãos.
Neste tempo em que o mundo olha para a China, é preciso conhecer e dar visibilidade ao sofrimento de cristãos – tanto católicos quanto protestantes e batistas –, e de pessoas de outros grupos religiosos como os confucionistas, budistas tibetanos, islamitas, que também sofrem restrições ao exercício de sua fé . Na classificação de países por perseguição, a China ocupa o décimo lugar .
Durante as olimpíadas os cristãos são desafiados a enxergar além das competições e medalhas, que se espera nossos atletas tragam; É preciso enxergar a realidade da vida fora dos estádios, que acontece por trás dos refletores e longe das câmeras da propaganda oficial.
É preciso enxergar as necessidades e sofrimentos dos cristãos chineses, e demonstrar a nossa solidariedade através de cartas e e-mails, além de interceder junto às autoridades por mais liberdade.
É tempo de estimular e viver a fraternidade. A existência fraterna conduzirá a sociedade para uma cultura que promova a dignidade humana. Em uma sociedade fraterna a vida, saúde, segurança, educação, alimentação, trabalho, moradia, liberdade religiosa e tantos outros, são direitos de todos e não privilégio de alguns. No dia a dia os seres humanos devem perceber-se como cooperadores, e não competidores, ajudadores, e não concorrentes. Que as olimpíadas ajudem a promover a paz e a liberdade na China.
Soli Deo Gloriæ!
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
O Desafio da Acolhida
Pastor Alfrêdo Oliveira Silva
Certa vez Jesus Cristo afirmou: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. (Marcos 9.37) .
Considerando que crianças, mulheres e escravos, não tinham posição privilegiada na sociedade palestinense, e que Jesus se coloca na figura da criança, este texto é um convite a uma reflexão e prática em vários conceitos como: valor da criança, inclusão, encarnação, entre outros.
Todos gostam de ser bem recebidos, bem vindos, mas nem todos conseguem desenvolver e exercitar o dom da acolhida, isto é, receber bem, e fazer com que o outro se sinta bem, e à vontade.
Na adolescência, ser parte da turma é prioridade, e o adolescente faz o que estiver ao seu alcance, e um pouco mais, para ser acolhido pelo grupo. Nas outras fases da vida, a aceitação e o acolhimento são desejáveis e necessários à vida comunitária.
Como discípulos de Jesus Cristo O Desafio da Acolhida está constantemente diante de nós, e em cada circunstância da vida em que nos encontramos com outros seres humanos.
O Desafio da Acolhida começa na convivência familiar, onde experimentamos primeiro ser acolhido e o acolher, e alcança todas as esferas da vida.
Pensemos nas vezes em que as igrejas se reúnem... Há comunidades que se habituaram a listar e nomear aqueles que as visitam, outras comunidades convidam os membros a apertar a mão, dar um abraço, dizer uma palavra de boas vindas, enfim saudar os visitantes de alguma forma.
Acolher é muito mais do que um momento de saudação, seja esse momento formal ou informal. Acolher é uma arte, uma atitude que cada pessoa toma diante do outro. Encarar O Desafio da Acolhida é ver em cada pessoa a imagem do nosso Senhor Jesus Cristo, e com ela buscar o estabelecimento de uma relação de amizade justa e sincera que dignifique a pessoa humana.
Na vida comunitária, destacando-se a Igreja, O Desafio da Acolhida começa antes, e vai além, do momento de boas vindas. A acolhida começa, no abrir mão “daquela” vaga no estacionamento, para que o outro estacione; na saudação (Bom dia! Boa tarde! Boa noite!) dita de forma espontânea e sincera na primeira vez em que encontramos o outro, e não somente obedecendo a um comando mecânico de um “animador de auditório” em um tempo previamente estabelecido da programação. A acolhida continua mesmo depois do momento de boas vindas, quando o outro precisa acompanhar os momentos do culto no boletim, ou a leitura do texto bíblico, ou ainda quando não entende o que se passa na liturgia, e é ajudado por quem está por perto.
O Desafio da Acolhida precisa se percebido e encarado por cada cristão, e cristã, em todo o tempo, e em todos os momentos. À medida que acolhermos o outro em nosso dia-a-dia, acolheremos melhor em nossas igrejas, e não será necessário um momento apenas para dizer que o outro é bem vindo, o outro será bem vindo na hora que chegar, e desde a chegada até a saída será acolhido. Afinal, disse Jesus Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. (Marcos 9.37).
Soli Deo Gloriæ!
O Pastor Alfrêdo Oliveira Silva é Professor do STBNB, da AMESPE, e membro Igreja Batista da Capunga, Recife-PE, Brasil. E-mail: alfredo.oliveiras@gmail.com
http://www.biblias.com.br/leiturabiblica.php?acao=ler&liv=Mar&cap=9 acessado em 29 Mai. 2008 às 14h36.
Certa vez Jesus Cristo afirmou: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. (Marcos 9.37) .
Considerando que crianças, mulheres e escravos, não tinham posição privilegiada na sociedade palestinense, e que Jesus se coloca na figura da criança, este texto é um convite a uma reflexão e prática em vários conceitos como: valor da criança, inclusão, encarnação, entre outros.
Todos gostam de ser bem recebidos, bem vindos, mas nem todos conseguem desenvolver e exercitar o dom da acolhida, isto é, receber bem, e fazer com que o outro se sinta bem, e à vontade.
Na adolescência, ser parte da turma é prioridade, e o adolescente faz o que estiver ao seu alcance, e um pouco mais, para ser acolhido pelo grupo. Nas outras fases da vida, a aceitação e o acolhimento são desejáveis e necessários à vida comunitária.
Como discípulos de Jesus Cristo O Desafio da Acolhida está constantemente diante de nós, e em cada circunstância da vida em que nos encontramos com outros seres humanos.
O Desafio da Acolhida começa na convivência familiar, onde experimentamos primeiro ser acolhido e o acolher, e alcança todas as esferas da vida.
Pensemos nas vezes em que as igrejas se reúnem... Há comunidades que se habituaram a listar e nomear aqueles que as visitam, outras comunidades convidam os membros a apertar a mão, dar um abraço, dizer uma palavra de boas vindas, enfim saudar os visitantes de alguma forma.
Acolher é muito mais do que um momento de saudação, seja esse momento formal ou informal. Acolher é uma arte, uma atitude que cada pessoa toma diante do outro. Encarar O Desafio da Acolhida é ver em cada pessoa a imagem do nosso Senhor Jesus Cristo, e com ela buscar o estabelecimento de uma relação de amizade justa e sincera que dignifique a pessoa humana.
Na vida comunitária, destacando-se a Igreja, O Desafio da Acolhida começa antes, e vai além, do momento de boas vindas. A acolhida começa, no abrir mão “daquela” vaga no estacionamento, para que o outro estacione; na saudação (Bom dia! Boa tarde! Boa noite!) dita de forma espontânea e sincera na primeira vez em que encontramos o outro, e não somente obedecendo a um comando mecânico de um “animador de auditório” em um tempo previamente estabelecido da programação. A acolhida continua mesmo depois do momento de boas vindas, quando o outro precisa acompanhar os momentos do culto no boletim, ou a leitura do texto bíblico, ou ainda quando não entende o que se passa na liturgia, e é ajudado por quem está por perto.
O Desafio da Acolhida precisa se percebido e encarado por cada cristão, e cristã, em todo o tempo, e em todos os momentos. À medida que acolhermos o outro em nosso dia-a-dia, acolheremos melhor em nossas igrejas, e não será necessário um momento apenas para dizer que o outro é bem vindo, o outro será bem vindo na hora que chegar, e desde a chegada até a saída será acolhido. Afinal, disse Jesus Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. (Marcos 9.37).
Soli Deo Gloriæ!
O Pastor Alfrêdo Oliveira Silva é Professor do STBNB, da AMESPE, e membro Igreja Batista da Capunga, Recife-PE, Brasil. E-mail: alfredo.oliveiras@gmail.com
http://www.biblias.com.br/leiturabiblica.php?acao=ler&liv=Mar&cap=9 acessado em 29 Mai. 2008 às 14h36.
Ares de Um Novo Tempo
Alfrêdo Oliveira Silva[1]
Vejo ares de um novo tempo, prenúncio de vida em uma instituição que deve lapidar vidas, novos ares na mais antiga instituição teológica da América Latina. O semestre está começando[2] no STBNB – Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil.
Ares de um novo tempo. O Pastor Fernando Brandão, Diretor Executivo da Junta de Missões Nacionais da CBB, visitou a comunidade seminarial, e com seu jeito dinâmico desafiou-nos a um maior envolvimento com a obra missionária. Além de reunir-se com os líderes da CBPE, OPBB, SEC, Ministério Muda Sertão, e lideranças de algumas igrejas, o Pastor Fernando dedicou especial atenção ao Seminário do Norte.
Na manhã do dia 13 de fevereiro o Pastor Fernando pregou no culto das 9h30 em uma Sala Dickson lotada, com um auditório atento e tocado pelos desafios apresentados. Foi um culto memorável com a presença de professores, alunos, funcionários e visitantes.
Após o culto, e várias conversas com irmãos e irmãs que o procuravam, o Pastor Fernando reuniu-se na sala 58 com 22 seminaristas a maioria participante do Projeto Tymchak, mais o Pastores: Alfrêdo Oliveira (Professor de Missões no STBNB) Glen Clayton (Missionário inglês), Cirino Refosco (Missionário-Coordenador da JMN). Nesta reunião o Pastor Fernando falou de forma pessoal aos presentes, respondeu perguntas, ouviu as dúvidas, anseios e convicções dos seminaristas. Foi um momento histórico e marcante, quando pessoas chamadas por Deus, algumas delas no seu primeiro semestre de estudos, tiveram oportunidade de interagir diretamente com o Diretor Executivo de Missões Nacionais, conhecê-lo e sentir o seu amor pelo Senhor e por Missões. Foi uma reunião de quase duas horas que deixou marcas profundas em todos, e sinalizou o sopro de ares de um novo tempo para o STBNB, para a JMN, e para a Denominação Batista Brasileira.
Ares de um novo tempo. No dia 14 de fevereiro de 2008, pela manhã o Pastor Fernando falou aos professores e professoras do STBNB. Entre os presentes estavam o Dr. Merval Rosa e o Dr Roberto Schuler, o primeiro finalizando décadas de dedicação ao ensino teológico que culminaria com a passagem do cargo à noite, o segundo, chegando da Suíça para assumir a Direção Geral do STBNB trazendo consigo a expectativa de um novo tempo. Foi uma reunião emocionante com homenagem ao Dr. Merval, e com a palavra firme e desafiadora do Diretor de Missões Nacionais.
Ares de um novo tempo. No dia 14 de fevereiro de 2008, no santuário da Igreja Batista da Capunga, tomou posse na Direção Geral do STBNB o Pastor Dr. Roberto Schuler. Um evento marcante sob vários pontos de vista. Espiritualmente fomos enlevados pelas músicas congregacionais, e apresentação do Coro da Capunga, sob a regência do Prof. Apolônio Ataíde, Ministro de Música da Igreja e Coordenador do Curso de Música do STBNB. O Pastor Eli Fernandes de Oliveira, ex-aluno da casa e 2º Vice-Presidente da CBB, trouxe um sermão firme, atual e desafiador. A denominação esteve muito bem representada, através de líderes nacionais e estaduais, que usaram da palavra demonstrando que estamos em um novo tempo, em que o STBNB, as Convenções (CBB e CBPE) e instituições denominacionais devem caminhar juntos na construção do Reino de Deus e de uma denominação Missionária. Um momento histórico!
Ares de um novo tempo. No dia 20 de fevereiro de 2008, às 9h30 a sala Dickson estava lotada, e mais uma vez, a ênfase era missionária. O Pr. João Batista Januário, Secretário Geral da CBPE – Convenção Batista de Pernambuco, acompanhado do Pr. Edvan Tavares Coordenador da CEVAN, da Prof. Ábia Saldanha Diretora do SEC, e de outros líderes da denominação fizeram o lançamento do Projeto Seminarista-Missionário, a idéia é que seminaristas, com equipes apoiadas por evangelistas plantarão novas igrejas. Esse projeto será viabilizado pela parceria formada pelo STBNB, Seminário de Educação Cristã, Convenção Batista de Pernambuco, Junta de Missões Nacionais, Missão IDE e International Mission Board, os representantes de cada uma das instituições envolvidas na parceria estavem presentes. Esse projeto contribuirá para que o arrojado alvo de plantação de cinco mil igrejas proposto pela JMN seja alcançado.
Ares de um novo tempo. Os eventos acima relatados demonstram que respiramos novos ares no STBNB, estamos convictos de que esses ares podem mover-nos para mais perto de Deus, das Igrejas, da Denominação, e do povo brasileiro. Assim cumpriremos nossa vocação de servir a Deus, à igreja e à sociedade.
Soli Deo Gloriæ!
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[1] O Pastor Alfrêdo Oliveira Silva é Bacharel e Mestre em Teologia (especialização em Novo Testamento), Professor do STBNB – Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, e da AMESPE – Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco, membro da APMB – Associação dos Professores de Missões do Brasil e da Igreja Batista da Capunga, Recife-PE, Brasil. E-mail: alfredo.oliveiras@gmail.com
[2] Primeiro semestre de 2008
Vejo ares de um novo tempo, prenúncio de vida em uma instituição que deve lapidar vidas, novos ares na mais antiga instituição teológica da América Latina. O semestre está começando[2] no STBNB – Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil.
Ares de um novo tempo. O Pastor Fernando Brandão, Diretor Executivo da Junta de Missões Nacionais da CBB, visitou a comunidade seminarial, e com seu jeito dinâmico desafiou-nos a um maior envolvimento com a obra missionária. Além de reunir-se com os líderes da CBPE, OPBB, SEC, Ministério Muda Sertão, e lideranças de algumas igrejas, o Pastor Fernando dedicou especial atenção ao Seminário do Norte.
Na manhã do dia 13 de fevereiro o Pastor Fernando pregou no culto das 9h30 em uma Sala Dickson lotada, com um auditório atento e tocado pelos desafios apresentados. Foi um culto memorável com a presença de professores, alunos, funcionários e visitantes.
Após o culto, e várias conversas com irmãos e irmãs que o procuravam, o Pastor Fernando reuniu-se na sala 58 com 22 seminaristas a maioria participante do Projeto Tymchak, mais o Pastores: Alfrêdo Oliveira (Professor de Missões no STBNB) Glen Clayton (Missionário inglês), Cirino Refosco (Missionário-Coordenador da JMN). Nesta reunião o Pastor Fernando falou de forma pessoal aos presentes, respondeu perguntas, ouviu as dúvidas, anseios e convicções dos seminaristas. Foi um momento histórico e marcante, quando pessoas chamadas por Deus, algumas delas no seu primeiro semestre de estudos, tiveram oportunidade de interagir diretamente com o Diretor Executivo de Missões Nacionais, conhecê-lo e sentir o seu amor pelo Senhor e por Missões. Foi uma reunião de quase duas horas que deixou marcas profundas em todos, e sinalizou o sopro de ares de um novo tempo para o STBNB, para a JMN, e para a Denominação Batista Brasileira.
Ares de um novo tempo. No dia 14 de fevereiro de 2008, pela manhã o Pastor Fernando falou aos professores e professoras do STBNB. Entre os presentes estavam o Dr. Merval Rosa e o Dr Roberto Schuler, o primeiro finalizando décadas de dedicação ao ensino teológico que culminaria com a passagem do cargo à noite, o segundo, chegando da Suíça para assumir a Direção Geral do STBNB trazendo consigo a expectativa de um novo tempo. Foi uma reunião emocionante com homenagem ao Dr. Merval, e com a palavra firme e desafiadora do Diretor de Missões Nacionais.
Ares de um novo tempo. No dia 14 de fevereiro de 2008, no santuário da Igreja Batista da Capunga, tomou posse na Direção Geral do STBNB o Pastor Dr. Roberto Schuler. Um evento marcante sob vários pontos de vista. Espiritualmente fomos enlevados pelas músicas congregacionais, e apresentação do Coro da Capunga, sob a regência do Prof. Apolônio Ataíde, Ministro de Música da Igreja e Coordenador do Curso de Música do STBNB. O Pastor Eli Fernandes de Oliveira, ex-aluno da casa e 2º Vice-Presidente da CBB, trouxe um sermão firme, atual e desafiador. A denominação esteve muito bem representada, através de líderes nacionais e estaduais, que usaram da palavra demonstrando que estamos em um novo tempo, em que o STBNB, as Convenções (CBB e CBPE) e instituições denominacionais devem caminhar juntos na construção do Reino de Deus e de uma denominação Missionária. Um momento histórico!
Ares de um novo tempo. No dia 20 de fevereiro de 2008, às 9h30 a sala Dickson estava lotada, e mais uma vez, a ênfase era missionária. O Pr. João Batista Januário, Secretário Geral da CBPE – Convenção Batista de Pernambuco, acompanhado do Pr. Edvan Tavares Coordenador da CEVAN, da Prof. Ábia Saldanha Diretora do SEC, e de outros líderes da denominação fizeram o lançamento do Projeto Seminarista-Missionário, a idéia é que seminaristas, com equipes apoiadas por evangelistas plantarão novas igrejas. Esse projeto será viabilizado pela parceria formada pelo STBNB, Seminário de Educação Cristã, Convenção Batista de Pernambuco, Junta de Missões Nacionais, Missão IDE e International Mission Board, os representantes de cada uma das instituições envolvidas na parceria estavem presentes. Esse projeto contribuirá para que o arrojado alvo de plantação de cinco mil igrejas proposto pela JMN seja alcançado.
Ares de um novo tempo. Os eventos acima relatados demonstram que respiramos novos ares no STBNB, estamos convictos de que esses ares podem mover-nos para mais perto de Deus, das Igrejas, da Denominação, e do povo brasileiro. Assim cumpriremos nossa vocação de servir a Deus, à igreja e à sociedade.
Soli Deo Gloriæ!
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[1] O Pastor Alfrêdo Oliveira Silva é Bacharel e Mestre em Teologia (especialização em Novo Testamento), Professor do STBNB – Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, e da AMESPE – Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco, membro da APMB – Associação dos Professores de Missões do Brasil e da Igreja Batista da Capunga, Recife-PE, Brasil. E-mail: alfredo.oliveiras@gmail.com
[2] Primeiro semestre de 2008
Um Ano Depois...
Há um ano atrás Deus convocava à sua presença o Pastor Waldemiro Tymchak, e nós ficávamos mais pobres, enquanto os céus celebravam a chegada de um dos Generais mais valorosos das Missões no século XX e início de XXI, verdadeiro Apóstolo (enviado) Batista.
Um ano se passou, já faz tanto tempo, parece que foi ontem. Ele não está mais conosco, mais seu Ministério e exemplo ainda nos fazem identificá-lo com aqueles que depois de mortos ainda falam.
Pastor Tymchak deixou-nos um legado que não pode ser esquecido, o desafio de obedecer ao Senhor, evangelizando o mundo com todas as nossas forças e recursos, usando todos os meios possíveis para que o nome de Jesus Cristo seja glorificado e que cada pessoa no mundo tenha a oportunidade de ouvir o Evangelho.
Fraterno abraço,
Alfrêdo
Divulgue a comunidade Pastor Waldemiro Tymchak:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31206101&refresh=1
Cuja descrição segue abaixo:
“Tendo, pois, servido ao propósito de Deus em sua geração, Waldemiro Tymchak (1937-2007), juntou-se àqueles cuja geração dedicou a vida a salvar, até que volte, com o corpo regenerado, junto com Aquele que deu sua vida para salvar a todas as gerações”. (Texto da placa que será colocada na sepultura do Pastor Tymchak)
Homenagem ao Pastor Waldemiro Tymchak,
(*15.10.1937 +20.04.2007)
Diretor Executivo da Junta de Missões Mundias da CBB
de 13 Jul. 1979 a 20 Abr. 2007
Visite o blog: http://tymchak.zoomblog.com/
Visite o portal: www.jmm.org.br
Deus chamou para si um dos seus Generais mais preciosos.
Waldemiro Tymchak, um servo do Deus Altíssimo.
Um ano se passou, já faz tanto tempo, parece que foi ontem. Ele não está mais conosco, mais seu Ministério e exemplo ainda nos fazem identificá-lo com aqueles que depois de mortos ainda falam.
Pastor Tymchak deixou-nos um legado que não pode ser esquecido, o desafio de obedecer ao Senhor, evangelizando o mundo com todas as nossas forças e recursos, usando todos os meios possíveis para que o nome de Jesus Cristo seja glorificado e que cada pessoa no mundo tenha a oportunidade de ouvir o Evangelho.
Fraterno abraço,
Alfrêdo
Divulgue a comunidade Pastor Waldemiro Tymchak:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31206101&refresh=1
Cuja descrição segue abaixo:
“Tendo, pois, servido ao propósito de Deus em sua geração, Waldemiro Tymchak (1937-2007), juntou-se àqueles cuja geração dedicou a vida a salvar, até que volte, com o corpo regenerado, junto com Aquele que deu sua vida para salvar a todas as gerações”. (Texto da placa que será colocada na sepultura do Pastor Tymchak)
Homenagem ao Pastor Waldemiro Tymchak,
(*15.10.1937 +20.04.2007)
Diretor Executivo da Junta de Missões Mundias da CBB
de 13 Jul. 1979 a 20 Abr. 2007
Visite o blog: http://tymchak.zoomblog.com/
Visite o portal: www.jmm.org.br
Deus chamou para si um dos seus Generais mais preciosos.
Waldemiro Tymchak, um servo do Deus Altíssimo.
Alegria - Onde Está a Sua?
Pr. Alfrêdo Oliveira[*]
No período carnavalesco, fala-se muito em alegria. Propagam-se lugares e programações onde supostamente a alegria pode ser encontrada e muitas pessoas saem em busca dela, que se revela passageira e muitas vezes enganosa.
Por outro lado, grupos expressivos de cristãos se reúnem em acampamentos e retiros espirituais, onde experimentam uma vivência comunitária. Uns trabalham, outros estão enfermos, alguns aproveitam para freqüentar uma igreja mais próxima de casa, ou simplesmente fogem da agitação da cidade refugiando-se em casas de familiares, na praia ou no campo. Ainda há aqueles que preferem o famoso “acampadentro” (fazer uma programação dentro de sua casa, como assistir a uma seleção de filmes, por exemplo).
No período carnavalesco o que ocorre não é somente uma busca de “alegria”, mas, sobretudo, uma época de fugas. As pessoas fogem de si mesmas ao esconderem-se atrás de máscaras e fantasias, que por vezes revelam o que está no íntimo de cada um; fogem de Deus, ao se jogarem nos braços de Momo, e dos seus seguidores; fogem do próximo, quando o outro é encarado muitas vezes como um objeto de prazer, ou uma companhia agradável que será descartada ao final do baile. Em meio às fugas, as pessoas se refugiam na folia, em acampamentos, entre parentes e amigos.
Há pessoas que, ao correrem atrás dos trios elétricos e blocos carnavalescos, estão na verdade correndo para longe do seu cotidiano, fugindo de sua rotina maçante e sem graça, buscando a alegria que não desfrutam diariamente. Correm atrás de uma alegria que não sobrevive à quarta-feira de cinzas, e que muitas vezes é interrompida bruscamente pela violência, não apenas urbana, mas, lamentavelmente, também pela violência familiar.
Há pessoas que, ao irem a um acampamento cristão, buscam a intimidade e a comunhão – com Deus e com o próximo – que gostariam de experimentar durante todos os dias do ano, e não apenas em um feriado. Na realidade, fogem, talvez, da superficialidade de uma religiosidade dominical, de cultos cheios de pessoas vazias, onde a Palavra de Deus não é mais estudada, explanada, discutida e compreendida, cultos que há muito se tornaram antropocêntricos (centrados no homem) e substituíram o espiritual pelo emocional.
Alegria – Onde está a sua? A questão é a jornada existencial de cada um durante todo o ano e não somente em um feriado.
O ser humano precisa de uma alegria que não se esgote na quarta-feira de cinzas, nem dependa da folia dos blocos carnavalescos, nem da ilusão das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. A alegria deve ser encontrada na realização pessoal diária, ao enfrentar e vencer os desafios da vida, ao realizar-se profissionalmente, financeiramente, e emocionalmente.
O ser humano precisa de uma comunhão com Deus, e com o próximo, que não espere o próximo acampamento para acontecer. O cristão e a cristã precisam de uma íntima e profunda comunhão com Deus que passe pelo intelecto e alcance todas as esferas da vida. A alegria do cristão não deve limitar-se à informalidade do retiro, ou acampamento, mas deve ser fruto da reflexão sobre quem somos, e como Deus, sendo quem é, nos amou e salvou.
Alegria deve ser compartilhada através da comunhão experimentada no encontro com Deus, consigo e com o semelhante. Sem máscaras, sem fugas, e encarando a realidade de frente, assumindo os riscos e as responsabilidades do mundo real onde as coisas acontecem, e não na ilusão do carnaval, ou na segurança dos acampamentos.
O Apóstolo Paulo, escrevendo da prisão, ordenou: Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. (Filipenses 4.4). A alegria está na plena consciência de si mesmo, do próximo e de Deus. Soli Deo Gloriæ!
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[*] O Pastor Alfrêdo Oliveira Silva é Professor do STBNB, da AMESPE, e membro Igreja Batista da Capunga, Recife-PE, Brasil. E-mail: alfredo.oliveiras@gmail.com
No período carnavalesco, fala-se muito em alegria. Propagam-se lugares e programações onde supostamente a alegria pode ser encontrada e muitas pessoas saem em busca dela, que se revela passageira e muitas vezes enganosa.
Por outro lado, grupos expressivos de cristãos se reúnem em acampamentos e retiros espirituais, onde experimentam uma vivência comunitária. Uns trabalham, outros estão enfermos, alguns aproveitam para freqüentar uma igreja mais próxima de casa, ou simplesmente fogem da agitação da cidade refugiando-se em casas de familiares, na praia ou no campo. Ainda há aqueles que preferem o famoso “acampadentro” (fazer uma programação dentro de sua casa, como assistir a uma seleção de filmes, por exemplo).
No período carnavalesco o que ocorre não é somente uma busca de “alegria”, mas, sobretudo, uma época de fugas. As pessoas fogem de si mesmas ao esconderem-se atrás de máscaras e fantasias, que por vezes revelam o que está no íntimo de cada um; fogem de Deus, ao se jogarem nos braços de Momo, e dos seus seguidores; fogem do próximo, quando o outro é encarado muitas vezes como um objeto de prazer, ou uma companhia agradável que será descartada ao final do baile. Em meio às fugas, as pessoas se refugiam na folia, em acampamentos, entre parentes e amigos.
Há pessoas que, ao correrem atrás dos trios elétricos e blocos carnavalescos, estão na verdade correndo para longe do seu cotidiano, fugindo de sua rotina maçante e sem graça, buscando a alegria que não desfrutam diariamente. Correm atrás de uma alegria que não sobrevive à quarta-feira de cinzas, e que muitas vezes é interrompida bruscamente pela violência, não apenas urbana, mas, lamentavelmente, também pela violência familiar.
Há pessoas que, ao irem a um acampamento cristão, buscam a intimidade e a comunhão – com Deus e com o próximo – que gostariam de experimentar durante todos os dias do ano, e não apenas em um feriado. Na realidade, fogem, talvez, da superficialidade de uma religiosidade dominical, de cultos cheios de pessoas vazias, onde a Palavra de Deus não é mais estudada, explanada, discutida e compreendida, cultos que há muito se tornaram antropocêntricos (centrados no homem) e substituíram o espiritual pelo emocional.
Alegria – Onde está a sua? A questão é a jornada existencial de cada um durante todo o ano e não somente em um feriado.
O ser humano precisa de uma alegria que não se esgote na quarta-feira de cinzas, nem dependa da folia dos blocos carnavalescos, nem da ilusão das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. A alegria deve ser encontrada na realização pessoal diária, ao enfrentar e vencer os desafios da vida, ao realizar-se profissionalmente, financeiramente, e emocionalmente.
O ser humano precisa de uma comunhão com Deus, e com o próximo, que não espere o próximo acampamento para acontecer. O cristão e a cristã precisam de uma íntima e profunda comunhão com Deus que passe pelo intelecto e alcance todas as esferas da vida. A alegria do cristão não deve limitar-se à informalidade do retiro, ou acampamento, mas deve ser fruto da reflexão sobre quem somos, e como Deus, sendo quem é, nos amou e salvou.
Alegria deve ser compartilhada através da comunhão experimentada no encontro com Deus, consigo e com o semelhante. Sem máscaras, sem fugas, e encarando a realidade de frente, assumindo os riscos e as responsabilidades do mundo real onde as coisas acontecem, e não na ilusão do carnaval, ou na segurança dos acampamentos.
O Apóstolo Paulo, escrevendo da prisão, ordenou: Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. (Filipenses 4.4). A alegria está na plena consciência de si mesmo, do próximo e de Deus. Soli Deo Gloriæ!
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[*] O Pastor Alfrêdo Oliveira Silva é Professor do STBNB, da AMESPE, e membro Igreja Batista da Capunga, Recife-PE, Brasil. E-mail: alfredo.oliveiras@gmail.com
Breve Reflexão Sobre o Culto Cristão
Atualmente sob o nome de "culto" tem acontecido coisas esquisitas, por isso faço a breve reflexão abaixo.
O culto não deve ser um show nem um parque de diversões, nem tão pouco a ocasião para o êxtase motivado por mantras.
O culto cristão é o encontro do ser humano pecador, com outros seres humanos que juntos, se aproximam reverentemente de um Deus que é Santíssimo.
O Deus Supremo, Criador dos céus e da terra, através de sua Palavra deixou orientações de como quer ser adorado. O culto cristão precisa ter algumas características bem nítidas: Em espírito e em verdade; racional; com ordem e decência. É assim que a Palavra ensina.
A liturgia deve ser elaborada a partir de uma teologia definida, e um bom exemplo pode ser encontrado em Isaías 6, onde vemos as partes de um culto a Deus exemplificadas no chamado de Isaías: Adoração e louvor (adoramos a Deus pelo que Ele é, e O louvamos pelo que Ele faz),confissão e dedicação, proclamação, e comunhão.
Infelizmente por desconhecimento, desobediência, ou por preferir modismos, muitos têm oferecido fogo estranho no altar do Senhor.
Que Ele tenha misericórdia de nós.
O culto não deve ser um show nem um parque de diversões, nem tão pouco a ocasião para o êxtase motivado por mantras.
O culto cristão é o encontro do ser humano pecador, com outros seres humanos que juntos, se aproximam reverentemente de um Deus que é Santíssimo.
O Deus Supremo, Criador dos céus e da terra, através de sua Palavra deixou orientações de como quer ser adorado. O culto cristão precisa ter algumas características bem nítidas: Em espírito e em verdade; racional; com ordem e decência. É assim que a Palavra ensina.
A liturgia deve ser elaborada a partir de uma teologia definida, e um bom exemplo pode ser encontrado em Isaías 6, onde vemos as partes de um culto a Deus exemplificadas no chamado de Isaías: Adoração e louvor (adoramos a Deus pelo que Ele é, e O louvamos pelo que Ele faz),confissão e dedicação, proclamação, e comunhão.
Infelizmente por desconhecimento, desobediência, ou por preferir modismos, muitos têm oferecido fogo estranho no altar do Senhor.
Que Ele tenha misericórdia de nós.
O Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas
Introdução
Os cristãos reconhecem na Bíblia como única regra de fé e prática. Esse status deve-se à compreensão de que ela foi inspirada, revelada e preservada pelo próprio Deus.
Nas Escrituras Sagradas, encontramos quatro evangelhos que registram a vida terrena de Jesus Cristo, seu nascimento, vida, morte e ressurreição. Esses evangelhos constituem-se em quatro percepções do Evangelho de Jesus Cristo.
Os três primeiros evangelhos são chamados sinóticos em virtude da semelhança que apresentam entre si, e no estudo do Novo Testamento essa matéria é tratada como “O Problema Sinótico”. O nosso foco neste artigo é o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas que conforme atesta Carson “é o livro mais longo do Novo Testamento e inclui boa quantidade de informações não encontradas em outros textos.”1. Sem mencionar a beleza e o estilo refinado do autor.
Data, Local e Autor do Evangelho
Datar uma obra antiga é sempre um desafio, e no caso do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas, temos os relatos da História da Igreja, que registra o testemunho cristão ao longo dos séculos. “Os períodos considerados possíveis como data do evangelho de Lucas são: 1) 59-63 d.C. e 2) as décadas de 70 ou de 80”2 Essa variação quanto à data deve-se as diferentes percepções do problema sinótico, que contemplam as relações entre este evangelho e os demais sinóticos, especialmente o de Marcos.
Para exemplificar a relação entre Lucas-Marcos, apresentamos o quadro contido no livro Teologia do Novo Testamento3:
A. Novo Material
B. Material de Marcos
1. Lc 1,1-4, 30
2.
Lc 4,31-34 = Mc 1,21-29
3.Lc 5,1-11
4.
Lc 5,12-6, 19 = Mc 1,40-3,19
5. Lc 6,20-8,3
6.
Lc 8,4-9,50 = Mc 4,1-25; 3,31-35; 4,35-6,44; 8,27-9,40
7. Lc 9,51-18,14
8.
Lc 18, 15-43 = Mc 10,13-52
9. Lc 19,1-28
10.
Lc 19,29-38 = Mc 11,1-10
11.
Lc 19,45-22,13 = Mc 11,15-14,16
12. Lc 22,14-24
Entre os possíveis locais de composição menciona-se Roma, Acaia, Éfeso e Cesaréia. “Esse evangelho, com suas designações pormenorizadas de locais da Palestina, parecia ter em mente leitores não familiarizados com aquela terra. Antioquia, Acaia e Éfeso são destinações possíveis”4
O local de destino relaciona-se ao endereço de Teófilo que não é explicitado.
Se considerarmos apenas as evidências internas, os Evangelhos, inclusive o terceiro, são anônimos. Isto é, não trazem indicação de autoria. Mas, o testemunho cristão primitivo associa esse evangelho a Lucas, bem como o livro de Atos, igualmente endereçado a Teófilo.
Abordando a autoria, Carson registra o testemunho do herege Marcião, perto do fim do século II, que embora não seja referência doutrinária, nada desabona o seu testemunho quanto à datação da obra. Outros testemunhos como o do Cânon Muratoriano, de . Irineu e Tertuliano que dão como certa a autoria lucana do terceiro evangelho5
Cullmann chama a atenção para a apresentação que aponta para uma pessoa metódica que criteriosamente organizou sua obra, fazendo uso de termos clássicos ao contrário dos barbarismos e neologismos dos outros evangelistas6.
Enfoques...
O Dr. John Barry Dyer ao apresentar o tema do trimestre na Revista Atitude7 do segundo trimestre de 2007 apresenta as ênfases do Evangelho Segundo Lucas, assim distribuídas: Jesus, o perfeito ser humano; Jesus e o sofrimento humano; Jesus e os perdidos; Parábolas e milagres; Jesus, vitorioso sobre a morte; A exaltação de Jesus e o Espírito Santo.
O Dr. Dyer destaca a identificação de Jesus Cristo com o ser humano em toda a sua complexidade. Essa abordagem deve ser bem refletida, especialmente em um contexto cultural, como o brasileiro, em que para muitos a figura percebida como Jesus Cristo está desencarnada do dia a dia das pessoas, inclusive dos cristãos. Lucas apresenta-nos não apenas uma tema abstrato para reflexão, ou um Jesus para menções litúrgicas, mas um ser humano que com os humanos está identificado. Toda forma desumana, e desumanizadora de existir, é uma afronta a Jesus Cristo,e uma afronta ao Evangelho.
Outro enfoque que deve ser resgatado no estudo do terceiro evangelho é a ênfase missionária, e a preocupação de Deus com a raça humana. O Dr. Timóteo Carriker referindo-se aos livros de Lucas-Atos, assevera “a apresentação mais clara da missão universal da igreja em todo o Novo Testamento.”8
Carriker lembra que em Lucas, Jesus Cristo não é apresentado como um descendente de Abraão, mas como um descendente de Adão (Lucas 3.23-38), e logo irmão de todos os seres humanos. Outra contribuição relevante é a demonstração de que Jesus Cristo quebrou várias barreiras9.
Geográficas (4.31, 38, 42, 43, 44)
Sociais: fariseu (7.36; 11.37; 14.1), mulher pecadora (7.36-50), publicanos (5.27-32), coletor de impostos (19.1-10), pobres e oprimidos (4.18; 7.41-43; 11.5-8), ricos , mulheres.
Culturais e religiosas: samaritanos (10.29-37), leprosos (17.11-19), centurião romano (7.9),
A ênfase missionária está presente também no final do evangelho (24.48) onde os existe a afirmação do ser testemunha. Em sua obra Lucas expõe sua metodologia (1.1-4) ele utilizou três fontes: várias narrações compostas antes dele, informações colhidas junto a testemunhas oculares, e a tradição oral das pregações apostólicas.10 Todas essas fontes colaboraram para que o testemunho do Evangelho de Jesus Cristo atravessasse os séculos.
Desafios Para o Homem Moderno
O Evangelho Segundo Lucas apresenta vários desafios para a atualidade, entre eles mencionamos.
A utilização da inteligência dada por Deus. No primeiro capítulo Lucas afirma que existiam outros relatos, e que ele resolveu pesquisar e escrever um relato cuidadoso e em ordem para o Exmo. Teófilo. Nesses dias em que a mediocridade e o misticismo cego têm ocupado lugar na religiosidade evangélica, convém lembrar que Deus nos fez seres pensantes e que a nossa inteligência e racionalidade devem ser usadas inclusive na adoração.
A quebra de barreiras – Ao quebrar as barreiras Jesus desfez todas as distâncias existentes entre os segmentos sociais dos seus dias. Em uma sociedade cheia de preconceitos e discriminação, os cristão precisam agir fraternamente uns com os outros, e com o próximo, e também com os não batizados.
Que o Espírito Santo de Deus ilumine o nosso espírito par a que estudo do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas, nos ajude a amadurecer e viver a cada dia a fé cristã. Amém!
* O Pr. Alfrêdo Oliveira Silva é natural de Feira de Santana – Bahia, casado com a Professora Lídia Souto de Moraes Oliveira Silva; e pai de Anália Moraes Oliveira. É Bacharel em Teologia (com concentração na área Pastoral-Missiológica – 1995), e Mestre em Teologia (com especialização na área Bíblica – Novo Testamento – 1999), pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB). Atualmente mora em Recife-PE, onde leciona no STBNB e na Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco (AMESPE), é membro da Coordenadoria de Desenvolvimento Cristão Convenção Batista de Pernambuco (CDCCBPE), e membro da Igreja Batista da Capunga em Recife-PE.
1CARSON, D. A.; MOO, D. J.; MORRIS, L. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997. p. 123
2Bíblia de Estudo NVI/ organizador geral Kenneth Barker; co-organizadores Donald Burdick... [et al.] São Paulo: Editora Vida, 2003 p. 1717
3 JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento: a pregação de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1977. p. 68
4Bíblia de Estudo NVI Idem p. 1718
5 CARSON idem. p. 125
6CULLMANN, Oscar. A Formação do Novo Testamento. 6ª edição. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1996. p.35
7Revista Atitude, Escola Bíblica Dominical, Ano XV – Abr. Mai. Jun. 2007, p. 5
8CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral. Uma Teologia Bíblica. São Paulo: Editora SEPAL, 1992. p. 201
9CARRIKER, C. Timóteo. Missões Na Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1992. p. 25ss
10CULLMANN, Oscar. idem p.34
Os cristãos reconhecem na Bíblia como única regra de fé e prática. Esse status deve-se à compreensão de que ela foi inspirada, revelada e preservada pelo próprio Deus.
Nas Escrituras Sagradas, encontramos quatro evangelhos que registram a vida terrena de Jesus Cristo, seu nascimento, vida, morte e ressurreição. Esses evangelhos constituem-se em quatro percepções do Evangelho de Jesus Cristo.
Os três primeiros evangelhos são chamados sinóticos em virtude da semelhança que apresentam entre si, e no estudo do Novo Testamento essa matéria é tratada como “O Problema Sinótico”. O nosso foco neste artigo é o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas que conforme atesta Carson “é o livro mais longo do Novo Testamento e inclui boa quantidade de informações não encontradas em outros textos.”1. Sem mencionar a beleza e o estilo refinado do autor.
Data, Local e Autor do Evangelho
Datar uma obra antiga é sempre um desafio, e no caso do Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas, temos os relatos da História da Igreja, que registra o testemunho cristão ao longo dos séculos. “Os períodos considerados possíveis como data do evangelho de Lucas são: 1) 59-63 d.C. e 2) as décadas de 70 ou de 80”2 Essa variação quanto à data deve-se as diferentes percepções do problema sinótico, que contemplam as relações entre este evangelho e os demais sinóticos, especialmente o de Marcos.
Para exemplificar a relação entre Lucas-Marcos, apresentamos o quadro contido no livro Teologia do Novo Testamento3:
A. Novo Material
B. Material de Marcos
1. Lc 1,1-4, 30
2.
Lc 4,31-34 = Mc 1,21-29
3.Lc 5,1-11
4.
Lc 5,12-6, 19 = Mc 1,40-3,19
5. Lc 6,20-8,3
6.
Lc 8,4-9,50 = Mc 4,1-25; 3,31-35; 4,35-6,44; 8,27-9,40
7. Lc 9,51-18,14
8.
Lc 18, 15-43 = Mc 10,13-52
9. Lc 19,1-28
10.
Lc 19,29-38 = Mc 11,1-10
11.
Lc 19,45-22,13 = Mc 11,15-14,16
12. Lc 22,14-24
Entre os possíveis locais de composição menciona-se Roma, Acaia, Éfeso e Cesaréia. “Esse evangelho, com suas designações pormenorizadas de locais da Palestina, parecia ter em mente leitores não familiarizados com aquela terra. Antioquia, Acaia e Éfeso são destinações possíveis”4
O local de destino relaciona-se ao endereço de Teófilo que não é explicitado.
Se considerarmos apenas as evidências internas, os Evangelhos, inclusive o terceiro, são anônimos. Isto é, não trazem indicação de autoria. Mas, o testemunho cristão primitivo associa esse evangelho a Lucas, bem como o livro de Atos, igualmente endereçado a Teófilo.
Abordando a autoria, Carson registra o testemunho do herege Marcião, perto do fim do século II, que embora não seja referência doutrinária, nada desabona o seu testemunho quanto à datação da obra. Outros testemunhos como o do Cânon Muratoriano, de . Irineu e Tertuliano que dão como certa a autoria lucana do terceiro evangelho5
Cullmann chama a atenção para a apresentação que aponta para uma pessoa metódica que criteriosamente organizou sua obra, fazendo uso de termos clássicos ao contrário dos barbarismos e neologismos dos outros evangelistas6.
Enfoques...
O Dr. John Barry Dyer ao apresentar o tema do trimestre na Revista Atitude7 do segundo trimestre de 2007 apresenta as ênfases do Evangelho Segundo Lucas, assim distribuídas: Jesus, o perfeito ser humano; Jesus e o sofrimento humano; Jesus e os perdidos; Parábolas e milagres; Jesus, vitorioso sobre a morte; A exaltação de Jesus e o Espírito Santo.
O Dr. Dyer destaca a identificação de Jesus Cristo com o ser humano em toda a sua complexidade. Essa abordagem deve ser bem refletida, especialmente em um contexto cultural, como o brasileiro, em que para muitos a figura percebida como Jesus Cristo está desencarnada do dia a dia das pessoas, inclusive dos cristãos. Lucas apresenta-nos não apenas uma tema abstrato para reflexão, ou um Jesus para menções litúrgicas, mas um ser humano que com os humanos está identificado. Toda forma desumana, e desumanizadora de existir, é uma afronta a Jesus Cristo,e uma afronta ao Evangelho.
Outro enfoque que deve ser resgatado no estudo do terceiro evangelho é a ênfase missionária, e a preocupação de Deus com a raça humana. O Dr. Timóteo Carriker referindo-se aos livros de Lucas-Atos, assevera “a apresentação mais clara da missão universal da igreja em todo o Novo Testamento.”8
Carriker lembra que em Lucas, Jesus Cristo não é apresentado como um descendente de Abraão, mas como um descendente de Adão (Lucas 3.23-38), e logo irmão de todos os seres humanos. Outra contribuição relevante é a demonstração de que Jesus Cristo quebrou várias barreiras9.
Geográficas (4.31, 38, 42, 43, 44)
Sociais: fariseu (7.36; 11.37; 14.1), mulher pecadora (7.36-50), publicanos (5.27-32), coletor de impostos (19.1-10), pobres e oprimidos (4.18; 7.41-43; 11.5-8), ricos , mulheres.
Culturais e religiosas: samaritanos (10.29-37), leprosos (17.11-19), centurião romano (7.9),
A ênfase missionária está presente também no final do evangelho (24.48) onde os existe a afirmação do ser testemunha. Em sua obra Lucas expõe sua metodologia (1.1-4) ele utilizou três fontes: várias narrações compostas antes dele, informações colhidas junto a testemunhas oculares, e a tradição oral das pregações apostólicas.10 Todas essas fontes colaboraram para que o testemunho do Evangelho de Jesus Cristo atravessasse os séculos.
Desafios Para o Homem Moderno
O Evangelho Segundo Lucas apresenta vários desafios para a atualidade, entre eles mencionamos.
A utilização da inteligência dada por Deus. No primeiro capítulo Lucas afirma que existiam outros relatos, e que ele resolveu pesquisar e escrever um relato cuidadoso e em ordem para o Exmo. Teófilo. Nesses dias em que a mediocridade e o misticismo cego têm ocupado lugar na religiosidade evangélica, convém lembrar que Deus nos fez seres pensantes e que a nossa inteligência e racionalidade devem ser usadas inclusive na adoração.
A quebra de barreiras – Ao quebrar as barreiras Jesus desfez todas as distâncias existentes entre os segmentos sociais dos seus dias. Em uma sociedade cheia de preconceitos e discriminação, os cristão precisam agir fraternamente uns com os outros, e com o próximo, e também com os não batizados.
Que o Espírito Santo de Deus ilumine o nosso espírito par a que estudo do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas, nos ajude a amadurecer e viver a cada dia a fé cristã. Amém!
* O Pr. Alfrêdo Oliveira Silva é natural de Feira de Santana – Bahia, casado com a Professora Lídia Souto de Moraes Oliveira Silva; e pai de Anália Moraes Oliveira. É Bacharel em Teologia (com concentração na área Pastoral-Missiológica – 1995), e Mestre em Teologia (com especialização na área Bíblica – Novo Testamento – 1999), pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB). Atualmente mora em Recife-PE, onde leciona no STBNB e na Academia Memorial de Ensino Superior de Pernambuco (AMESPE), é membro da Coordenadoria de Desenvolvimento Cristão Convenção Batista de Pernambuco (CDCCBPE), e membro da Igreja Batista da Capunga em Recife-PE.
1CARSON, D. A.; MOO, D. J.; MORRIS, L. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997. p. 123
2Bíblia de Estudo NVI/ organizador geral Kenneth Barker; co-organizadores Donald Burdick... [et al.] São Paulo: Editora Vida, 2003 p. 1717
3 JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento: a pregação de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1977. p. 68
4Bíblia de Estudo NVI Idem p. 1718
5 CARSON idem. p. 125
6CULLMANN, Oscar. A Formação do Novo Testamento. 6ª edição. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1996. p.35
7Revista Atitude, Escola Bíblica Dominical, Ano XV – Abr. Mai. Jun. 2007, p. 5
8CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral. Uma Teologia Bíblica. São Paulo: Editora SEPAL, 1992. p. 201
9CARRIKER, C. Timóteo. Missões Na Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1992. p. 25ss
10CULLMANN, Oscar. idem p.34
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