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terça-feira, 3 de maio de 2011

Geração X, Y, Z, Alpha... O desafio das gerações


É comum que as referências à juventude incluam o idealismo, a força, a determinação e, em alguns casos, a rebeldia que pode se evidenciar no clássico conflito de gerações que vez por outra é referido em sermões, estudos e palestras. O que nem sempre é destacado é que o referido conflito não é simplesmente uma questão cíclica ao longo dos anos, envolvendo pessoas de idades diferentes, que mudarão de posição quando se passarem alguns anos.

No dia 12 de março de 2011, fiz um estudo com o Ministério Baruc (jovens e adolescentes da PIB Mirueira) quando tratamos do tema “O Jovem e as Tecnologias”, na primeira parte tratamos das várias gerações e foi
essa abordagem foi o ponto de partida deste artigo.

O desafio passa pela percepção de que os grupos humanos não apenas se associam por causa da idade, mas, sim, pela forma como aquela geração encara o mundo. É perceber que existe um choque não apenas porque as pessoas têm idades diferentes, mas que elas estão agrupadas pela forma como percebem o mundo e com ele estão conectadas. Há um choque entre diferentes visões de mundo.

Há que se dizer que o Brasil não é o mítico “país do futuro”, o Brasil é o país do presente, e cada brasileiro e brasileira deve dizer a que veio, e não ficar eternamente a espera de um futuro que não chega.

Outro engano é pensar que “o Brasil é um país jovem”. Se no passado isso foi verdade, o ultimo censo indica que a realidade agora é outra: o Brasil está alcançando a maturidade, e as igrejas precisam adequar-se a esse novo contexto.

Nas últimas décadas a humanidade tem sido observada de maneira diferenciada, levando-se em conta a geração à qual pertencem, e como essa geração se relaciona com a sociedade onde está inserida. Essa abordagem, presente entre outras, na área de Recursos Humanos, precisa ser percebida no ambiente religioso, e levada em conta desde quando a Igreja executa seu planejamento estratégico até  a execução das atividades rotineiras.

Conceitos como: “Geração X”, “Geração Y”, “Geração Z” e “Geração Alpha” precisam ser percebidos por aqueles e aquelas que pretendem ser relevantes neste novo século. Não é possível que em pleno século XXI frases como “jovem é tudo igual” continuem a ser repetidas como se não houvesse diferença entre as gerações.

O quadro abaixo ajuda na localização e compreensão do fenômeno das diferentes gerações:
MODALIDADES DE GERAÇÕES[1]
BABY BOOMERS (nascidos entre 1942-62)
CUSPERS (nascidos entre 1963-1964)
GERAÇÃO X (nascidos entre 1965-77 ou 80)
GERAÇÃO Y (nascidos entre 1980-2000)
Geração XY (indíviduos da geração Y que buscam reconhecimento como os da X)
Geração Z (...nascidos entre 90-2009)
Geração Alpha (nascidos a partir de 2010)

Cada uma das gerações tem uma forma peculiar de encarar a vida, perceber o mundo e priorizar as decisões.

Se pretendemos ser relevantes neste tempo, precisamos discernir o movimento das gerações e estarmos conectados as redes de interação.

Se pretendemos ser relevantes neste tempo, precisamos identificar as tendências e discernir as características das gerações existentes, e das que estão por vir.




Publicado em "O Jornal Batista" em 17 de abril de 2011
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