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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Apocalipse


Apocalipse é o nome do último livro da Bíblia, escrito pelo Apóstolo João, no final do primeiro século, sendo o maior representante canônico da literatura apocalíptica, um gênero conhecido dos judeus e usado em épocas de crise com a finalidade de fortalecer a resistência e alimentar a esperança.

A palavra Apocalipse é uma transliteração do grego Ἀποκάλυψις e significa revelação, desocultamento.

O Apocalipse de João foi inicialmente endereçado às sete igrejas da Ásia (Apocalipse 1.4), que à época sofriam severa perseguição do Império Romano (Apocalipse 1.9), e seu estudo deve ajudar a Igreja a permanecer fiel em meio às crises, e se manter na convicção, e esperança, de que Deus mesmo dirige a história e a conduzirá a bom termo, executando os Seus juízos no tempo que Ele mesmo determinou, e que ninguém sabe, nem mesmo os anjos do céu (Mateus 24.36).

Entretanto, com o passar dos séculos, o desconhecimento da literatura apocalíptica, e hermenêuticas duvidosas, dissociaram o Apocalipse da ideia de esperança que devemos ter em Deus, e o associaram somente à catástrofes, e à conclusão das eras.

Em nossa Igreja, ao longo deste ano tivemos uma série de mensagens bíblicas no Apocalipse, quando examinamos o texto, à luz do seu contexto, e reafirmamos a inabalável certeza de que o nosso Deus dirige a história, e que o Seu Cordeiro é mais do que vencedor.

A Igreja, como noiva, deve aguardar, e ansiar, a segunda vinda de Jesus Cristo na certeza de que, o Senhor mesmo, enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor; porque as primeiras coisas passaram. (Apocalipse 21.4).

O Apocalipse, portanto, deve nos fortalecer para que cultivemos uma atitude de esperança diante dos problemas, dificuldades e tribulações que enfrentamos, na certeza de que na volta do Senhor, nas Bodas do Cordeiro, Deus reunirá os Seus santos para a bem aventurança eterna.

Soli Deo Gloriæ! Somente para a Glória de Deus!


(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial em 26 de Novembro de 2017)



quarta-feira, 15 de novembro de 2017

sábado, 4 de novembro de 2017

VENHA ADORAR CONOSCO!


Dia do Senhor, 05 de novembro de 2017



Venha adorar a Deus conosco!

08h Culto de Oração – sob direção da UPH

09h Culto Matinal
Rev. Rodrigo Castro

10h Escola Dominical

18h Culto Solene
Prédica Rev. Alfrêdo Oliveira
“Lágrimas Enxugadas” –
Baseada Apocalipse 21.1-4


Igreja Presbiteriana Memorial
Rua Prof. Hercliano Pires, 201, Piedade
Jaboatão dos Guararapes – PE

(terceira paralela da Avenida Armindo Moura,

próximo ao COMAR 2)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

VENHA ADORAR CONOSCO!


Dia do Senhor, 15 de outubro de 2017

Venha adorar a Deus conosco!

08h Culto de Oração

09h Culto Matinal
Sem. Eduardo Montarroyos
“Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na grande fornalha de fogo” – 
Baseada em Daniel 3


10h Escola Dominical

18h Culto Solene
Prédica Rev. Alfrêdo Oliveira
“A Queda da Babilônia” –
Baseada Apocalipse 18


Igreja Presbiteriana Memorial
Rua Prof. Hercliano Pires, 201, Piedade
Jaboatão dos Guararapes – PE

(terceira paralela da Avenida Armindo Moura,
próximo ao COMAR 2)


sábado, 7 de outubro de 2017

Domingo na Memorial

VENHA ADORAR CONOSCO!
Dia do Senhor, 08 de outubro de 2017

Venha adorar a Deus conosco!

08h Culto de Oração

09h Culto Matinal – Gratidão pelos 500 Anos da Reforma
Prédica Rev. Alfrêdo Oliveira
“Castelo Forte é o Nosso Deus” –
Baseada em João 1.14


10h Escola Dominical

18h Culto Solene
Prédica Rev. Rodrigo Castro
“A Descrição da Grande Meretriz” –
Baseada Apocalipse 17


Igreja Presbiteriana Memorial
Rua Prof. Hercliano Pires, 201, Piedade
Jaboatão dos Guararapes – PE

(terceira paralela da Avenida Armindo Moura,
próximo ao COMAR 2)




sexta-feira, 29 de setembro de 2017

500 Anos Depois... Conformar, Deformar, ou Reformar?


Ao iniciarmos este mês de outubro o fazemos sob a égide dos 500 anos da Reforma Protestante do século XVI, da qual, como presbiterianos, somos herdeiros diretos através da linha temporal que passa pela Genebra de Calvino, e Escócia de Knox. Em pleno século XXI a celebração, e resgate, do ideal reformado está mais atual do que nunca.

Conformar, deformar e reformar neste contexto, são mais do que verbos da primeira conjugação, são atitudes que devem ser ponderadas ao avaliarmos as posturas cristãs.

Conformar é aceitar, tomar forma. Como cristãos e cristãs temos uma orientação apostólica direta E não vos conformeis com este século, mas, transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2). Não ser omissos, ou tomar a forma perversa do mundo em que vivemos. Nosso chamado é para ser sal e luz (Mateus 5.13-16).
Continua no anexo

Continuação do Editorial de capa:
Deformar é perder a forma original, ficar defeituoso. O cristianismo tem seu modus vivendi e operandi estabelecidos nas Escrituras Sagradas, Antigo e Novo Testamentos, e negar isso é perder o norte estabelecido por Deus (2 Timóteo 3.14-17).

Reformar é formar de novo. No século XVI os Reformadores se viram em uma Igreja que havia se conformado ao mundo (Romanos 12.2), se deformado e distanciado das Escrituras Sagradas, e então iniciaram cada um, a partir de onde estava um movimento que visava reformar a Igreja, levando-a de volta aos princípios bíblicos, e a simplicidade dos primeiros séculos. A pesada estrutura de então, apegada aos seus conceitos, não se deixou reformar, e o movimento protestante deu origem às Igrejas Protestantes, entre as quais estão as Igrejas Reformadas.

Ao celebrarmos os 500 anos da Reforma Protestante do século XVI, e à luz de um dos seus lemas – Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est: Igreja Reformada Sempre Em Reforma – não podemos nos conformar a este mundo, nem aceitar as deformações vigentes nas igrejas ditas evangélicas, mas, reafirmarmos nossa identidade reformada à luz da Bíblia Sagrada, e consubstanciada nos Solis:

Sola Gratia! Somente a Graça!

Sola Fide! Somente a Fé!

Sola Scripturæ! Somente as Escrituras!

Sollus Christis! Somente Cristo!

Soli Deo Gloriæ! Somente a Deus Glória!

Que Deus nos abençoe!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

As Mortes do Imortal





Pernambuco, imortal! Imortal!

A frase acima é parte do estribilho do Hino de Pernambuco, que tem uma belíssima letra enaltecendo o brioso Leão do Norte, suas batalhas e conquistas históricas.

Entretanto, 109 anos depois da composição do seu Hino, o imortal Pernambuco está letalmente ferido diante dos números absurdos da violência que assola o Estado tanto na capital, quanto no interior. São cerca de quinze mortes por dia, de janeiro a agosto já são registrados 3.735 óbitos; 84,3 mil crimes violentos contra o patrimônio; 21,1 mil casos de violência doméstica e 1,3 mil estupros (http://blogs.diariodepernambuco.com.br/segurancapublica/?tag=mortes acessado em 20/09/17 às 15h32). Proporcionalmente Pernambuco está mais violento que o Rio de Janeiro.

Diante destes números de guerra, a sociedade clama por uma solução, as autoridades buscam explicações e providências, mas o imortal Pernambuco está sofrendo suas mortes, na dor de mães e pais, filhos e filhas, viúvas e viúvos; cidadãos e cidadãs enlutadas e assustadas sem perspectivas de melhoras, à espera da próxima vítima.

Da Profecia de Jeremias nos vem uma orientação: Procurai a paz na cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz. Precisamos orar por nossas cidades, Estado e País, ao tempo que, inseridos na sociedade organizada cobramos providências das autoridades e, como Igreja, pregamos o Evangelho que transforma vidas e garante a paz (João 14.27; 16.33).

Soli Deo Gloriæ!


(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial em 24 de setembro de 2017)