Translate

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Perigo da Desobediência


Em dias que a rebeldia é celebrada, aprendemos domingo passado acerca do “O Perigo da Desobediência”. A pergunta 39 do Breve Catecismo de Westminster diz: Qual é o dever que Deus exige do homem? R. O dever que Deus exige do homem é obediência à sua vontade revelada. Ref. Mq 6.8; Lc 10.27-28; Gn 17.1.

A essência da verdadeira religião está em ser fiel a Jesus Cristo e ao Seu chamado. A desobediência traz perigos.

1.   Endurecer o Coração v. 7, 8, 13, 15

O autor cita o Salmo 95.7, 8 e lembra um episódio conhecido envolvendo Massá (tentação) e Meribá (contenda, “luta”, “disputa”, “queixa”, “querela”, e, principalmente: “reclamação).

Um coração endurecido resulta em murmuração e contenda. Em Massá e Meribá o povo murmurou contra Moisés, e ao fazê-lo murmurou contra Deus. Ao sermos tentados pela murmuração e a contenda, lembremos o que a Bíblia diz:

Filipenses 2.14, 15 14Fazei tudo sem murmurações nem contendas, 15para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo,

1 Tessalonicenses 5. 18 Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco

Hebreus 3.13 pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.

2.   Tentar o Senhor v.9, 14, 15

No deserto o povo viu as obras do Senhor por quarenta anos, mas desobedeceu e com o coração endurecido tentou a Deus.

Deuteronômio 6.15, 16 15porque o SENHOR, teu Deus, é Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR, teu Deus, se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra.16Não tentarás o SENHOR, teu Deus, como o tentaste em Massá.

Jesus Cristo ao ser tentado citou o texto: Lucas 4.12 Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus.

Tiago instruiu a Igreja acerca da tentação dizendo:

Tiago 1.13-15 13Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta.14Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

Tentamos ao Senhor quando murmuramos ou reclamamos, e, ao fazê-lo, duvidamos da Sua presença, poder, bondade e providência; quando simulamos fidelidade como Safira (Atos 5.9); quando impomos a outros jugo que não suportamos (Atos 15.10); quando nos expomos desnecessariamente a perigos.

Precisamos cultivar uma vida de obediência para não tentarmos ao Senhor.

3.   Atrair a Ira do Senhor v. 10, 11, 17

O assunto Ira do Senhor tem sido negligenciado pelos cristãos deste século, mas é uma realidade inquestionável!

Romanos 1.18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

A ira de Deus se revela no presente, e ao longo da história.

Hebreus 3 10Por isso, me indignei contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração; eles também não conheceram os meus caminhos.11Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.

Do coração procedem as atitudes. O erro surge da condição pecaminosa, do desconhecimento e desobediência à Palavra.

A geração que saiu do Egito e murmurou em Massá e Meribá, não entrou na terra da promessa. (Números 14.35-38). A desobediência atraiu a ira do Senhor. Não nos esqueçamos que Deus é Soberano Senhor, e executa os Seus juízos.

4.   Afastar-se de Deus v. 12 # v. 18-19

O perigo da desobediência e tal é que a recomendação é jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade.

Coração perverso não pode haver! A consequência é que vos afaste do Deus vivo;

Precisamos cultivar um coração quebrantado e contrito. Por vezes, nos concentramos em exterioridades, mas é preciso cuidar do coração. (Provérbios 4.23-27). Afastar-se de Deus traz terríveis consequências (Hebreus 3.18, 19).

A geração do Êxodo não pode entrar na terra prometida por causa da desobediência. A Moisés foi concedido ver a terra mas, não entrar nela (Deuteronômio 34.1-4).  A razão:

Deuteronômio 34.50-52 50E morrerás no monte, ao qual terás subido, e te recolherás ao teu povo, como Arão, teu irmão, morreu no monte Hor e se recolheu ao seu povo,51porquanto prevaricastes contra mim no meio dos filhos de Israel, nas águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim, pois me não santificastes no meio dos filhos de Israel.52Pelo que verás a terra defronte de ti, porém não entrarás nela, na terra que dou aos filhos de Israel.

A desobediência no deserto custou caro! Dos que saíram do Egito apenas Josué e Calebe (Números 14.30) entraram em Canaã.

Precisamos ser obedientes ao Senhor, e reafirmar nossa fidelidade, lembrando os compromissos assumidos na Profissão de Fé, e na Ordenação para os Oficiais. Somente assim poderemos cantar o antigo hino “Obediência” (Hino nº284 do Hinário Novo Cântico).

Estou pronto a fazer o que queres, Senhor, confiado no teu poder! Estou pronto a dizer o que queres, Senhor,
Sempre a ti pronto a obedecer!

Que o Senhor nos capacite para tal.

Soli Deo Gloriæ!

(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial em 21 de agosto de 2016)

sábado, 23 de julho de 2016

PUREZA


Quando se fala do combate à poluição e corrupção, lembremos que a pureza é exigência bíblica para que nossas vidas não sejam poluídas pelo pecado, e corrompidas pela natureza humana caída.

Em meio a uma geração corrompida e perversa, que ao mal chama bem, e ao bem chama mal, temos a orientação para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo. (Filipenses 2.15).

A santidade, cultivar a pureza, é imperativo de vida para o cristão e deve se manifestar em todas as áreas da vida, começando nos relacionamentos interpessoais.

Do Antigo Testamento, temos a advertência proferida por Josué:...Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós.Na exigência, uma promessa. À medida em que buscarmos santificação, e nos purificarmos, veremos o Senhor fazer maravilhas. O mal desta geração é correr atrás de maravilhas, sem cultivar vida de santidade e pureza.

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.Hebreus 12.14

Soli Deo Gloriæ!


(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial em 24 de julho de 2016)

sexta-feira, 8 de julho de 2016

PUREZA DOUTRINÁRIA


Ainda respirando os ares das celebrações dos vinte e quatro anos da nossa Igreja, iniciamos nossa marcha rumo ao Jubileu de Prata, cientes de que somos uma igreja presbiteriana, reformada, pactual, aliancista e devemos vivenciar e proclamar a nossa fé, em um mundo anticristão que vive e propaga ensinos contrários à Bíblia Sagrada, diante da proliferação de “igrejas” que propagam doutrinas heréticas sem base bíblica.

Somos uma igreja caracterizada pela crença inabalável na Soberania de Deus, esposada na Teologia Reformada, que foi bem exposta pelos teólogos da Assembleia de Westminster “que se reuniu na Abadia de Westminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. Os trabalhos se estenderam por cinco anos e meio, durante os quais houve mais de mil reuniões do plenário e centenas de reuniões de comissões e subcomissões.

Para mantermos a pureza doutrinária precisamos permanecer conectados à Bíblia Sagrada estudando-a em nossos lares, ouvindo atentamente os sermões, participando das classes da Escola Dominical, e frequentando os pequenos grupos.

Rumo ao Jubileu de Prata, prossigamos firmes e constantes sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho não é vão.

Soli Deo Gloriæ!        

(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial, 10 de Julho de 2016)


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Memorial - 24º Aniversário



Gratidão – 24 Anos
“ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora; a por todos os séculos, Amém!”

Agradecidos a Deus pelos 24 anos de existência da nossa Igreja, reconhecemos que, até aqui nos ajudou o Senhor.

A gratidão está no coração de cada membro da Família Memorial, tanto da sede quanto das Congregações. Este ano, além da tradicional presença dos irmãos de Muribeca, temos a alegria de receber os irmãos de Tuparetama – nossa mais jovem congregação –, que do sertão do Pajeú vieram adorar a Deus conosco, capitaneados pelos nossos Missionários Anderson e Karla Moraes, que estão plantando a Primeira Igreja Presbiteriana daquela cidade.

Louvamos a Deus pela vida de cada irmão -  e famílias - que, ao longo deste tempo, contribuiu para que a Memorial nascesse e se mantivesse na busca da fidelidade ao Senhor, e na propagação da fé reformada.

Rumo ao Jubileu de Prata, que será celebrado no próximo ano, se Jesus Cristo não voltar antes, temos diante de nós o desafio de manter a pureza doutrinária, cultivar a simplicidade do culto e a pureza da vida, sempre buscando atribuir em tudo a glória que é devida somente ao Senhor.

Grandes coisas fez o Senhor, e mais ainda Ele o fará, consagremo-nos ao Seu serviço.

Soli Deo Gloriæ!



Rumo ao Jubileu
“ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora; a por todos os séculos, Amém!”

Ao celebrarmos vinte e quatro anos de existência, iniciamos a contagem regressiva para o Jubileu de Prata, a ser celebrado em 2017 edevemos renovar os votos assumidos diante do Senhor quando nos tornamos membros desta Igreja, e, assim mantermos acesa a chama do primeiro amor.

Rumo ao Jubileu, temos diante de nós alguns desafios:

1) Manter a pureza doutrinária em um mundo anticristão e repleto de doutrinas heréticas e sem base bíblica. Somos uma igreja presbiteriana, reformada, pactual, aliancista e devemos viver a nossa fé.

2) Cultivar a simplicidade do culto em uma sociedade que substituiu os altares por palcos, sacerdotes por animadores, e cultos por shows, a vivência do Princípio Regulador do Culto é uma necessidade.

3) Exercitar a pureza da vida, em meio a uma geração corrompida e perversa, que ao mal chama bem, a santidade é um imperativo de vida

Busquemos atribuir em tudo, e por tudo, a glória que é devida somente aJesus Cristo, Senhor da Igreja.
Grandes coisas fez o Senhor, e mais ainda Ele o fará, consagremo-nos ao Seu serviço.

Soli Deo Gloriæ!  


(Publicado nos Boletins Especiais da Igreja Presbiteriana Memorial, 02 e 03 de julho do 2016

Fotos em: https://www.facebook.com/alfredo.oliveira.77/media_set?set=a.1252991894767141.100001690288382&type=3 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Famílias Saudáveis – Igreja Saudável




Estamos há uma semana das celebrações dos 24 anos da nossa Igreja, e há um ano do Jubileu de Prata. Nestas últimas semanas, fomos desafiados por sermões bíblicos que buscaram nos fortalecer no Senhor e na força do Seu poder.

Neste editorial enfocamos o tema Famílias Saudáveis – Igreja Saudável. Estamos convictos de que a saúde da Igreja está indissoluvelmente associada à saúde das famílias que a compõem. E, para que as famílias estejam saudáveis, cada um de seus membros deve desempenhar os papéis definidos por Deus em Sua Palavra, e não de acordo com sua vontade pessoal, ou com os modismos desta sociedade secularizada da alta modernidade.

Na atualidade, pessoas, conscientemente, trilham caminhos estranhos aos princípios bíblicos. Entre nós não pode ser assim! A vontade do Senhor para nossas famílias precisa ser o elemento central em todos os momentos e decisões da vida. Pessoas saudáveis, famílias saudáveis, Igreja saudável! Em nossa Escola Dominical temos uma classe especial para casados, e cada casal deve buscar frequentá-la para fortalecer sua família e a nossa Igreja.

Para que pessoas sirvam nas classes, Sociedades, Pequenos Grupos, Departamentos, ou o oficialato, é pré-requisito que cada um desempenhe bem o seu papel na família, e as famílias estruturadas darão suporte e apoio aos seus membros. Não podemos esquecer aquela frase que diz: “nenhum sucesso na vida compensa o fracasso na família”. Por vezes, o ativismo religioso é usado como álibi para negligenciar a família. Entre nós não pode ser assim.

Que Deus nos abençoe e ajude na construção de famílias saudáveis, para que tenhamos uma Igreja saudável e forte rumo ao Jubileu.

Soli Deo Gloriæ!


(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial, 26 de Junho de 2016)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Pão e Circo 3


Prosseguindo a série de reflexões iniciadas no editorial do domingo 05/06/2016, sob a temática do panem et circenses – pão e circo – constatamos que parte do povo brasileiro ainda parece hibernar em uma sociedade onde falta pão e sobra circo.

Falta pão porque alimentos escassos na mesa, têm preços nas alturas fazendo com que o povo não se alimente adequadamente, ou mesmo passe fome com o aumento da pobreza e da miséria. Falta pão porque o desemprego cresce, derrubando os índices sociais e de desenvolvimento humano, enquanto o Estado deixa de cumprir seus deveres, e as verbas públicas escoam nos ralos da corrupção.

Sobra circo, porque o brasileiro celebra a tocha olímpica (que na Grécia antiga comemorava o roubo do fogo do deus grego Zeus por Prometeus); discute os “clássicos” do futebol; gasta fortunas em festas como o carnaval; deixando-se embalar por eventos esportivos milionários que funcionam como uma espécie de ópio que anestesia a consciência de uma nação que parece ter se acostumado com o cenário surrealista em que vive.

A prática esportiva é válida enquanto benéfica para a saúde, e atividade lúdica, não devendo se constituir em elemento alienante, ou instrumento de manipulação das massas ou oportunidade para desvio de verbas.

Sobra circo quando um povo ignorante das Escrituras Sagradas, em um ambiente religiosamente sincrético, se ilude com expressões pseudo religiosas que mercantilizam a fé, e endeusam personalidades consolidadas no merchandising das marcas, embaladas por palestras de autoajuda, sem perceber que o Eterno Deus se revelou em Sua Santa Palavra e à Escritura nada se acrescentará. “Profetadas” e “apostolices” ofendem a Deus, bem como, quando púlpitos são usados como plataformas de propagação de ideologias, e a genuína Mensagem Bíblica é negligenciada.

Que Deus tenha misericórdia do Brasil, e que a Igreja anuncie e testemunhe profeticamente o Evangelho da Paz e da Justiça.

Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene. Amós 5.24

Soli Deo Gloriæ!



(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial em 19 de junho de 2016)