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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O NATAL E OS NATAIS




Chega-se às vésperas do período em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo, e com ele várias expressões comemorativas cristãs tomam forma. O Natal traz consigo um clima que contagia pessoas e comunidades, nos ambientes autodenominados cristãos. Mas, existe o Natal, e os “natais”– expressões que tentam traduzir o espírito da época.

1.O Natal estético – é quando se vê a beleza do Natal, expressa através do belo, da decoração das casas, igrejas, cidades. Até esteticamente o Natal deve apontar somente para Jesus Cristo, e para a beleza do sumo bem.

2.O Natal artístico – é manifesto através do uso das artes. Neste período se vê belíssimas cantatas, dramatizações, poesias, painéis. As manifestações artísticas no ambiente cristão não devem buscar o aplauso do público para o palco e “artistas”, mas deve levar a adoração a Deus no altar.

3.O Natal litúrgico – é a ocasião em que as igrejas celebram cultos especiais, e até alguns membros anuais, ou festivos, aparecem... o Natal cristão deve ser celebrado todos os dias na liturgia da vida em Cristo, por Cristo e para Cristo.

4.O Natal capitalista – é vivenciado na prática do consumismo, onde é incentivada a busca por presentes caros, e a ocasião é usada muitas vezes para expressar o poder aquisitivo de quem presenteia. Outro perigo é tentar compensar com presentes a ausência do dia-a-dia. A questão não é o simples comprar, mas as motivações para fazê-lo.

5.O Natal solidário – é celebrado por aqueles e aquelas que percebem que a síntese do Natal é a expressão do amor de Deus pela criação, que deve contagiar os seres humanos em suas vivências diárias, a ponto de levá-los a adorar ao Senhor, e agir solidariamente uns para com os outros. Natal é tempo de lembrar que o maior presente – Jesus Cristo – foi dado por Deus aos humanos, e que antes de dar presentes, deve-se doar-se em amor a Deus e ao próximo.

Pensar em o Natal e os “natais” é avaliar os vários “natais” que são promovidos e avaliar o quanto eles apontam para Jesus Cristo, e contribuem para a maior glória de Deus.

Pensar em o Natal e os “natais” é redescobrir o espírito do Natal, como uma celebração missionária, fraterna e solidária. Missionária, porque o nascimento de Jesus Cristo implica no cumprimento de uma missão, e que impulsiona cada cristão a cumprir a sua: Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. (João 20.21); Fraterna porque à medida que se reconhece Deus como Pai, e há uma percepção que a humanidade foi criada à Sua imagem, segundo a Sua semelhança, deve-se refletir sobre o esvaziamento de Deus ao assumir humildemente a humanidade em Jesus Cristo, para que uma vez mais cada ser humanos se perceba como irmão do próximo feito igual; Solidária, percebendo e combatendo as diferenças discriminatórias, de qualquer forma que se apresentem, pois são pecaminosas à medida que marginalizam pessoas, e ofendem a Deus. Faz-se necessário recuperar a prática de Jesus Cristo – ser solidário com os que sofrem.

Pensar em o Natal, e os “natais”, é resgatar o Espírito fraterno de Deus em Cristo, enviado à humanidade.

(O texto acima foi adaptado do publicado originalmente nO Jornal Batista Pernambucano, Novembro e Dezembro, 2009, e neste blog em http://alfredooliveiras.blogspot.com.br/2009/11/o-natal-e-os-natais.html).



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