Translate

domingo, 15 de março de 2015

Tempos Difíceis



Como cristãos somos cidadãos do Reino dos Céus, e aguardamos o momento quando estaremos para sempre com o Senhor na Nova Jerusalém, a cidade celestial onde não haverá mais lágrimas, dores, e toda a sorte de mazelas que infestam este mundo caído. Mas, enquanto esperamos devemos como sal e luz, viver os valores do Reino, no exercício de uma cidadania, marcada pelo amor – a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos – isto fazendo em meio a uma cultura de morte e desamor.
Historicamente vivemos um momento delicado, quando poucos meses após as eleições, os governantes eleitos, especialmente a Presidente da República, enfrenta uma grande rejeição, motivada, entre outras, coisas, por escândalos que parecem atingir todos os níveis da republica, gerando indignação e inquietação na sociedade.
O que está em jogo é a integridade de uma pátria que se vê aprisionada pelos labirintos de uma situação em que o estado parece ilhado por corrupção, e aparelhado por corruptos e corruptores, que se veem ameaçados pela comoção popular, revelada nas inquietações da sociedade civil que encontra eco nos quartéis, que vive sob hierarquia e disciplina, mas que abriga militares-cidadãos que sentem igualmente as dificuldades enfrentadas pelo povo. Não podemos esquecer que somos todos brasileiros!
Neste momento crítico, convém orar mais por nosso país, e atentamente zelar pela garantia do exercício dos direitos e deveres de cada cidadão, bem como o cumprimento da Constituição de República e das obrigações nela consolidadas e atribuídas a cada instituição. É mister que sejamos uma igreja livre em um estado livre.
Em um final de semana marcado por protestos, há que se ter a clareza de não compactuar com atos de vandalismo, ou qualquer outro comportamento que não esteja em sintonia com os pilares da democracia e do respeito ao estado democrático de direito.
Somos Igreja, e devemos permanecer como voz profética, que denuncia injustiças, e abriga a todos os que sentindo-se oprimidos, buscam refúgio no Senhor nestes tempo difíceis.


Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Postar um comentário