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domingo, 12 de junho de 2016

Pão e Circo 2


Dando prosseguimento à reflexão publicada no editorial do domingo passado, nos deparamos com a realidade de que o Brasil sofre uma das maiores crises da sua história, onde os que deveriam zelar pela coisa pública, dela se locupletam despudoradamente, como protagonistas de escândalos que maculam a república. Suspeitos, investigados, indiciados, réus e condenados formam um bloco suprapartidário que milita em causa própria, sem preocupar-se com o país que afunda em um mar de lama e corrupção.

Neste momento crítico e grave da nossa pátria, é mister que cada brasileiro assuma o seu papel como cidadão consciente, que atenta para seus direitos e deveres, buscando usufruir os seus direitos e cumprir os seus deveres. É preciso obedecer e fazer cumprir as leis do país, começando na rotina pessoal. Corrupção é corrupção independente de quem sejam os corruptos e corruptores. Valores éticos, morais ou financeiros não se negociam. É preciso cuidado com o maniqueísmo doentio e perverso presente em vários discursos, semeando o ódio entre as pessoas, rasgando a alma pátria, instigando a luta entre brasileiros, partindo do campo ideológico, querendo abarcar outras esferas à medida em que cultiva a visão maniqueísta do “nós” versus “eles”.

Não importa se o envolvido é Chico ou Francisco, alguém que desfrute da nossa intimidade, ou mais distante, a justiça deve ser aplicada para todos. Não podemos sucumbir a partidarismos apaixonados que cegam para a realidade, ao encara-la de forma parcial; não há espaço para a defesa cega de ideologias nefastas, que conduziram nações à ruína.Neste tempo a Igreja não pode se deixar iludir, deve olhar a realidade à luz dos valores do Evangelho do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, da sensibilidade social dos profetas da antiga Aliança, da imutável Lei de Deus, e do exemplo dos reformadores, que apontavam para os pecados tanto na esfera particular quanto pública.

Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene. Amós 5.24
Soli DeoGloriæ!

(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial em 12 de Junho de 2016)


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