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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FILHOS DA ALIANÇA



Nesta semana a sociedade comemorará o dia das crianças, data em que o “deus mercado” impõe seu culto consumista às famílias em uma sociedade hedonista e permissiva, onde crianças não são educadas, nem tratadas, como crianças, e muitas vezes tornam-se pequenos tiranos nos reinos domésticos.

As famílias da aliança devem relembrar que têm uma grande responsabilidade diante do Senhor, com as crianças que lhe são confiadas.

As Escrituras afirmam:
Gênesis 17.7 Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das gerações, aliança pérpetua, para ser o teu Deus e da tua descendência.
Salmo 127.3 Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.

Estes versículos, e dezenas de outros, nos ensinam que os nossos filhos além de pertencerem ao Senhor, são partícipes de uma aliança eterna com o Deus Criador, e como tais devem ser instruídos.

Iluminados por estas verdades devemos ter a consciência de que a nossa grande responsabilidade, o nosso maior legado para com os filhos é a fé verdadeira, e a consciência de que eles fazem parte de um Pacto Eterno estabelecido pelo próprio Deus, e descrito em Sua Santa Palavra.

Assim, é mister que cada família instrua desde cedo seus pequenos nos caminhos do Senhor para que quando eles cresçam não se desviem (Provérbios 22.6). Essa instrução deve começar nos lares e caracterizar nosso quotidiano (Deuteronomio 6.7; 11.19; 2 Timóteo 3.15). No cumprimento desta tarefa, os pais devem evangelizar os filhos e ensiná-los desde cedo pelo exemplo, palavras e ações, o amor ao Senhor e à Sua Palavra, bem como o cultivo da vida cristã no exercicio da comunhão com os santos. Os  nossos filhos são herdeiros de benditas promessas, mas nascem pecadores, membros de uma raça caída, manchada pelo pecado, e precisam conhecer o nosso Salvador, e confessar a Fé cristã, que não se transmite por osmose, mas mediante ensino sólido.

Não podemos negligenciar o cuidado com os pequenos, nem sua instrução, e em todas as circunstâncias devemos referir porções da Bíblia Sagrada, para inculcá-la em nosso filhos e filhas (Deuteronômio 6.7).

Como pais, e familiares, temos o dever sagrado de trazê-los para o convivio com a Igreja do Senhor, quando ela se reune atendendo à Santa Convocação (Êxodo 12.16; Êxodo 20.8; Levítico 23.3, 7; entre outros), que é mandamento do Senhor, bem como em outras oportunidades como a Escola Bíblica Dominical, Sociedades Internas e Pequenos grupos.

Nossa Igreja conta com um Departamento Infantil bem organizado, e somos gratos ao Senhor pela equipe liderada abnegadamente por Halisson e Mislene, mas não podemos esquecer que é dever primeiro dos pais, e das familias, instruir as crianças na Fé cristã, e que esta tarefa não pode ser negligenciada, ou terceirizada sob nenhum pretexto.

Se desejamos filhas e filhos integrados e comprometidos com o Senhor e com Sua Igreja, precisamos começar desde cedo a mostrar, pelo exemplo, o valor que damos à Igreja (Sociedades Domésticas, Pequenos Grupos, Escola Dominical), e a seriedade do compromisso em atender às Santas Convocações para aos Cultos Solenes, quando a Igreja se reúne no Dia do Senhor, para cultuá-lo como ele ordenou. O Dia do Senhor deve ser amado, aguardado, celebrado, e deve gerar em nós expectativa e preparação.

Sendo zelosos, teremos o privilégio de ver a nossa descendência servindo ao Senhor, e prosseguindo a marcha gloriosa que aprendemos com nossos pais, e que eles precisam aprender de nós.

Se negligenciarmos este dever, e não honrarmos os compromissos que temos como membros da Igreja, e quebrarmos os mandamentos do Senhor, corremos o sério risco de ver nossos filhos desviados dos santos caminhos do Senhor, atraindo sobre si,e sobre nós o juízo, do Supremo Juiz.

Os filho da Aliança devem ser amados, instruidos, e trazidos à Casa do Senhor. Pais que não trazem com alegria seus pequenos ao Templo, por eles mesmos negligenciarem seus deveres, correm o sério risco de voltarem mais tarde chorando por adolescentes, jovens e adultos desviados. Nada justifica negligenciarmos os filhos da Aliança que o Senhor nos confiou!

Que o Senhor nos conceda diligência e sabedoria no trato com os filhos, e os menores sob nossa guarda.

Ad majorem Dei gloriam!



(Públicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial em 09 de outubro de 2016)
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