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terça-feira, 17 de junho de 2008

O Desafio da Acolhida

Pastor Alfrêdo Oliveira Silva

Certa vez Jesus Cristo afirmou: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. (Marcos 9.37) .

Considerando que crianças, mulheres e escravos, não tinham posição privilegiada na sociedade palestinense, e que Jesus se coloca na figura da criança, este texto é um convite a uma reflexão e prática em vários conceitos como: valor da criança, inclusão, encarnação, entre outros.

Todos gostam de ser bem recebidos, bem vindos, mas nem todos conseguem desenvolver e exercitar o dom da acolhida, isto é, receber bem, e fazer com que o outro se sinta bem, e à vontade.

Na adolescência, ser parte da turma é prioridade, e o adolescente faz o que estiver ao seu alcance, e um pouco mais, para ser acolhido pelo grupo. Nas outras fases da vida, a aceitação e o acolhimento são desejáveis e necessários à vida comunitária.

Como discípulos de Jesus Cristo O Desafio da Acolhida está constantemente diante de nós, e em cada circunstância da vida em que nos encontramos com outros seres humanos.

O Desafio da Acolhida começa na convivência familiar, onde experimentamos primeiro ser acolhido e o acolher, e alcança todas as esferas da vida.

Pensemos nas vezes em que as igrejas se reúnem... Há comunidades que se habituaram a listar e nomear aqueles que as visitam, outras comunidades convidam os membros a apertar a mão, dar um abraço, dizer uma palavra de boas vindas, enfim saudar os visitantes de alguma forma.

Acolher é muito mais do que um momento de saudação, seja esse momento formal ou informal. Acolher é uma arte, uma atitude que cada pessoa toma diante do outro. Encarar O Desafio da Acolhida é ver em cada pessoa a imagem do nosso Senhor Jesus Cristo, e com ela buscar o estabelecimento de uma relação de amizade justa e sincera que dignifique a pessoa humana.

Na vida comunitária, destacando-se a Igreja, O Desafio da Acolhida começa antes, e vai além, do momento de boas vindas. A acolhida começa, no abrir mão “daquela” vaga no estacionamento, para que o outro estacione; na saudação (Bom dia! Boa tarde! Boa noite!) dita de forma espontânea e sincera na primeira vez em que encontramos o outro, e não somente obedecendo a um comando mecânico de um “animador de auditório” em um tempo previamente estabelecido da programação. A acolhida continua mesmo depois do momento de boas vindas, quando o outro precisa acompanhar os momentos do culto no boletim, ou a leitura do texto bíblico, ou ainda quando não entende o que se passa na liturgia, e é ajudado por quem está por perto.

O Desafio da Acolhida precisa se percebido e encarado por cada cristão, e cristã, em todo o tempo, e em todos os momentos. À medida que acolhermos o outro em nosso dia-a-dia, acolheremos melhor em nossas igrejas, e não será necessário um momento apenas para dizer que o outro é bem vindo, o outro será bem vindo na hora que chegar, e desde a chegada até a saída será acolhido. Afinal, disse Jesus Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou. (Marcos 9.37).

Soli Deo Gloriæ!

O Pastor Alfrêdo Oliveira Silva é Professor do STBNB, da AMESPE, e membro Igreja Batista da Capunga, Recife-PE, Brasil. E-mail: alfredo.oliveiras@gmail.com

http://www.biblias.com.br/leiturabiblica.php?acao=ler&liv=Mar&cap=9 acessado em 29 Mai. 2008 às 14h36.
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